Abril foi sempre o mês de reivindicações.
É o sangue novo da primavera que fervilha e explode contra a opressão sentida ao longo do ou diria dos anos com recalcamentos.
É contra os reduzidos salários, o desemprego galopante, fábricas encerradas, contra alteração unilateral dos contratos da reforma dos tabalhadores, contra as condições desumanas, contra a acumulação de riqueza da classe parasitária, políticos e gestores públicos, contra a injusta repartição da riqueza, esquecendo o lema da revolução - trabalho igual salário igual, contra os aumentos dos preços e contra a miséria generalizada da população portuguesa, onde um quinto vive abaixo do limiar da pobreza.
Aos partidos foi concedido um aumento 5,6% muito acima da inflação, aos trabalhadores produtivos não passa de 2%.
Fecham-se Centros de Saúde e Escolas. Reduz-se o pessoal da função pública, aumenta-se o trabalho precário. multiplicam-se as mentiras, forgam-se as estatisticas, tudo em nome da democracia.
Mas a democracia não será justa repartição da riqueza?
Caso contrário mil vezes a ditadura e fartura que "democracia" e miséria! como se diz por aí!
Hoje mais que nunca a acumulação da riqueza é para a classe parasitária. Basta ver como são atribuidos reformas milionárias aqueles que mais roubaram e despedidos!
Será contra estas injustiças que a commemoração do 25 de Abril e 1 de Maio irão concentrar a sua artilharia? ou irão festejar cantando o fado do nosso destino como nos habituaram a cantar!
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